domingo, 26 de dezembro de 2010

Menina Mulher ou Mulher Menina?

Com certeza toda menina já se sentiu mulher por um dia ou algumas vezes, eu por exemplo quando era pequena colocava os sapatos da minha mãe e saia desfilando como se eu fosse ela. Acho que quando eu era pequena só queria crescer logo, pra poder fazer tudo o que um adulto podia fazer, queria me sentir mulher, fazer coisas de mulher, me vestir com roupas "grandes", andar de salto alto, passar batom (éé, naquela época eu pensava que pra ser mulher adulta precisava passar batom haha), sair e voltar tarde, essas coisas. Mas nunca pensei na responsabilidade, nas coisas sérias, nas coisas que realmente faziam parte desse mundo de mulher adulta, mas também eu era só uma criança né, da pra entender.
Hoje em dia, agora que eu já me considero uma mulher, eu penso diferente, daria tudo pra poder voltar a ser uma menina, uma criança. Não que eu não goste de ser assim, mas é que as coisas antes eram bem mais simples, não existia dor a não ser a dor de um tombo, não existia choro a não ser de um NÃO da mãe (quando você pedia pra brincar na rua ou na chuva e ela não deixava), não existia esse mundo futil, esse mundo de intrigas e que um fala mal do outro, não existia esse mundo onde o 'pra sempre' termina quando você menos espera, não existia esse mundo onde amigos vem e vão, bom, não existia esse mundo.

Mas olhando por um outro lado, às vezes eu me sinto uma menina perdida, que precisa correr pros braços da mãe de vez enquando, que precisa de carinho e que se sente confusa quando é deixada sozinha, pareço uma criança quando esquecem de mim, choro feito uma menina, sinto falta dos meus amigos como se tirassem os meus ursinhos de pelúcia; eu sou tão menina quanto sou mulher, sou tão imatura quanto madura, sou tão criança quanto adulta.
E quem disse que mulher não precisa do mesmo carinho de mãe quanto uma menia, quem foi que disse que mulher não precisa ser paparicada e nem precisa de brinquedos? Os brinquedos apenas mudam, mas são necessários.
É, eu cresci, mas aqui dentro ainda existe aquela pequena menina. Mas é tão doce ser menina, que eu quero ser menina por mais um dia, amanhã talvez ou sei lá, só não queria crescer.

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